Do Carmo deve “ceder novamente” e ser vice de Roberto Cidade
Uma articulação costurada em Brasília, longe dos holofotes locais, começa a ganhar corpo e pode provocar um verdadeiro efeito dominó no tabuleiro político do Amazonas em 2026. A possível aliança nacional entre o PL e a federação União Progressista (União Brasil + Progressistas) surge como um movimento estratégico com potencial de impactar diretamente a disputa pelo Governo do Estado e, principalmente, as duas vagas ao Senado.
Nos bastidores, a construção desse entendimento passa por interesses cruzados e complementares. De um lado, o PL trabalha para fortalecer o nome de Flávio Bolsonaro no interior do Amazonas, ampliando sua capilaridade eleitoral em uma região historicamente decisiva. Do outro, a União Progressista busca ampliar tempo de televisão e musculatura política para viabilizar um projeto competitivo ao Senado, com o governador Wilson Lima no centro dessa equação.
A lógica da aliança, segundo fontes ouvidas nos bastidores, seria pragmática: somar estruturas, alinhar discursos e evitar dispersão de forças no campo da direita. Nesse cenário, uma composição majoritária não é descartada, incluindo a possibilidade de uma-candidatura ao governo com apoio cruzado e definição de espaços estratégicos como a vice para acomodar interesses partidários.
Dentro dessa engrenagem, o nome do presidente da
Aleam, Roberto Cidade, surge como peça central. Ele seria o candidato à reeleição ao governo com o respaldo da máquina administrativa, funcionando como eixo de sustentação política para impulsionar a candidatura ao Senado dentro da aliança.
Se concretizado o plano de Alfredo, ficará revelado que Maria era só mais uma candidata laranja do grupo de Wilson Lima. Toda sua retórica contra o atual governo foi apenas uma encenação para iludir o povo amazonense.
