Isolamento político do governador tampão ficou escancarado

Isolamento político do governador tampão ficou escancarado

O governador tampão Roberto Cidade (União Brasil), eleito por unanimidade via eleição indireta na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) em maio de 2026, vê sua base de sustentação ruir em velocidade recorde. O estopim do isolamento ficou evidente em sua última entrevista coletiva. Dos 24 deputados estaduais que o consagraram no cargo com voto nominal, apenas um parlamentar compareceu para prestar apoio público. A imagem do governador quase solitário na bancada reflete o clima de desconfiança nos bastidores.

As Causas do Desgaste o esvaziamento da liderança de Roberto Cidade não aconteceu por acaso. Fontes ligadas à Aleam apontam três fatores principais para a perda de controle da base:
Falta de Diálogo Pós-Posse: Parlamentares reclamam que o tratamento mudou logo após a eleição indireta, gerando insatisfação generalizada na Aleam.
Veto Partidário: A recente decisão do União Brasil de vetar o nome de Cidade na chapa majoritária de Omar Aziz azedou pontes que vinham sendo construídas, forçando os prefeitos a escolherem um lado mais estável.
Falta de Repasse de Verbas: Históricos de centralização de recursos partidários na figura de Cidade em detrimento de candidatos municipais geraram mágoas difíceis de estancar.

Deputados insatisfeitos

Traição e Isolamento Político insatisfação que corria apenas nos gabinetes fechados da ALE-AM, ganhou contornos públicos e ameaça a estabilidade do governo-tampão.
Adjuto Afonso se sente traído: Como presidente interino da Casa durante o complexo rito que definiu as regras do pleito indireto, Adjuto Afonso foi peça central para garantir a segurança jurídica e a celeridade do processo. Ele esperava uma contrapartida de prestígio e espaço de comando na nova estrutura de poder. Interlocutores afirmam que o parlamentar vê a falta de espaço e o distanciamento do novo governador como uma quebra de acordo e falta de palavra.
Bessinha se acha preterido: O deputado Carlinhos Bessa, conhecido nos bastidores como Bessinha, esperava assumir um protagonismo direto ou a indicação de pastas estratégicas na composição do secretariado do mandato residual. O preterimento de seu grupo político em favor de outras alas aliadas gerou profundo descontentamento, enfraquecendo pontes importantes de diálogo do Executivo com o interior do estado.

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