Depois de ser chamado de `CALOTEIRO´ por três instituições Roberto Cidade paga 20% do que deve

Depois de ser chamado de `CALOTEIRO´ por três instituições Roberto Cidade paga 20% do que deve

MANAUS — O transporte público da capital amazonense tornou-se foco de um intenso embate político e financeiro, com o Governo do Estado realizando um depósito de R$ 18 milhões ao Sinetram após cobranças públicas de inadimplência feitas pela Prefeitura de Manaus. O repasse, realizado pelo governo de Roberto Cidade, seguiu uma promessa feita pelo vice-governador, Serafim Corrêa, em meio a acusações de atrasos no custeio do Passe Livre Estudantil.

O valor depositado cobre apenas uma fração do passivo de R$ 90,1 milhões alegado pelas concessionárias. A situação foi agravada por paralisações de rodoviários, gerando trocas de acusações: o município alega cumprimento de sua parte e cobra repasses estaduais, enquanto o estado contesta os cálculos, defendendo um custo menor por aluno e apontando dificuldades na liberação documental. O governo estadual considera a questão equacionada com o depósito, enquanto o Sinetram aponta dívidas contínuas. A crise afetou diretamente cerca de 450 mil passageiros.

As Acusações do Prefeito e a Pressão do Sinetram

De acordo com dados apresentados pela gestão municipal, a Prefeitura repassou R$ 284 milhões em subsídios ao Sinetram em 2026 e alega estar com as obrigações rigorosamente em dia. No entanto, o Sinetram apontou que uma dívida global de R$ 90,1 milhões ameaça a continuidade do Passe Livre Estudantil.
Prefeito cobra transparência: Renato Júnior desafiou Roberto Cidade a apresentar os comprovantes de repasses e alegou que o Estado tenta criar palanque político.
Risco aos estudantes: O município garantiu que não deixará os alunos sem o benefício, prometendo ir à Justiça contra o Estado.

Resposta do Governo: Depósito de R$ 18 Milhões

Para conter a crise e rebater a narrativa do município, o Governo do Amazonas — por meio do vice-governador Serafim Corrêa — veio a público e anunciou o depósito imediato de R$ 18 milhões na conta do Sinetram, correspondente à cota estadual da meia-passagem estudantil dos últimos seis meses. O Executivo Estadual contra-atacou politicamente:
Dívida invertida: O Estado divulgou um Mandado de Segurança do próprio Sinetram na Justiça do Trabalho, indicando que a Prefeitura de Manaus é quem possui um passivo acumulado de R$ 190,4 milhões com as empresas
Impasses técnicos: Segundo Serafim Corrêa, o dinheiro estadual não havia sido liberado antes porque as empresas exigem o pagamento com base na tarifa técnica inflacionada (de R$ 8 a R$ 9), enquanto a decisão judicial estipula o repasse fixo de R$ 2,50 por aluno.

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