Uso da AADESAM em campanha de Cidade vira representação no TRE-AM e ação da PF
A Justiça Eleitoral do Amazonas acolheu pedido do Ministério Público Eleitoral (MPE) e determinou que a denúncia envolvendo o suposto uso de servidores e da estrutura da AADESAM em atos de campanha seja investigada como Representação Especial por Conduta Vedada a Agentes Públicos. A denúncia resultou também, numa ação da Polícia Federal e do TRE que aconteceu ontem na sede da AADESAM.

A decisão da juíza Mônica Cristina Raposo, do TRE-AM, aponta "indícios robustos" de possíveis irregularidades e também determina o aprofundamento da apuração sobre eventual abuso de poder político.
Entre os principais pontos da denúncia estão:
Grupo de WhatsApp "Eventos - Time Turbo", que, segundo os autos, teria sido usado para mobilizar pessoas para atos de campanha, como "bandeiraços";
Suposta organização de "contingentes" de funcionários, com participação de chefes de setores da AADESAM na mobilização e prestação de contas;
Possível controle da presença dos servidores nos atos políticos;
Registro por QR Code: uma mensagem atribuída a uma gestora identificada como Monik teria orientado colaboradores a comparecerem a determinado ato e registrarem a presença por meio de QR Code. Para a magistrada, o procedimento pode indicar um mecanismo eletrônico de controle de frequência;
Possível utilização da estrutura pública da AADESAM em benefício de campanha eleitoral.

A Justiça determinou ainda que a AADESAM forneça, em até dois dias, os dados de Gutemberg de Luna e Monik. Depois disso, Roberto Cidade, Gutemberg e Monik serão citados e terão cinco dias para apresentar defesa.
O caso também será encaminhado à Procuradoria Regional Eleitoral, que vai analisar a possibilidade de uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) por possível abuso de poder político.