Wilson Lima foge do governo amargando o título de pior gestor do País
O ex-governador do Amazonas, Wilson Lima (União Brasil), acaba de conquistar um troféu que nenhum político gostaria de exibir em sua biografia. Segundo o mais recente levantamento nacional do Instituto Veritá, realizado entre março e abril de 2026, Lima atingiu o fundo do poço da aprovação popular: ocupa a 27ª posição no ranking de gestores estaduais. Na prática, ele entrega o cargo ostentando a amarga marca de ser o governador com a pior avaliação do Brasil.

O cenário atual é um contraste brutal e quase didático sobre como a ineficiência administrativa pode derreter o capital político. Há menos de quatro anos, em 2022, Wilson Lima foi reeleito com mais de 1 milhão de votos (56,65% dos votos válidos). Hoje, ele descobre que vencer uma eleição não é sinônimo de saber governar.
Os números desastrosos do Instituto Veritá vêm a público no momento mais delicado do calendário eleitoral. Para poder concorrer a uma vaga no Senado Federal nas eleições de outubro, Wilson Lima precisou renunciar à cadeira de governador no início de abril, passando o bastão (e os problemas) adiante.
No entanto, abandonar o comando do Estado carregando o título de "pior do Brasil" é uma aposta altíssima. A lógica da política tradicional dita que, para subir de cargo e ir para Brasília, o candidato precisa de uma base sólida de aprovação para transferir esse prestígio aos aliados e eleitores. O problema de Wilson Lima é que, hoje não há prestígio a ser transferido, apenas desgaste para seu sucessor.