TRE-AM avalia aplicação de multa contra responsáveis por pesquisa eleitoral sob suspeita no Amazonas
O Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) analisa a aplicação de multa e a suspensão da pesquisa eleitoral registrada sob o número AM-03018/2026 devido a indícios de irregularidades e falta de isenção. O levantamento foi contratado pelo portal de notícias ZLZN, de propriedade do jornalista Alvaro Corado, conhecido por fazer publicações e entrevistas em defesa constante da pré-candidata ao Governo do Estado, Maria do Carmo (PL). O caso acirra os ânimos nos bastidores das Eleições de 2026, levantando debates sobre a transparência técnica de institutos e contratantes na divulgação de dados de intenção de voto no Amazonas.

Entenda o Cenário da Pesquisa
O levantamento sob o registro AM-03018/2026 foi realizado pelo instituto Iveritas em parceria com o portal Imediato. A amostragem ouviu 2.604 eleitores em oito municípios amazonenses, apresentando cenários estimulados com nomes fortes da política local, como o senador Omar Aziz (PSD) e a empresária Maria do Carmo Seffair (PL). Apesar de os números terem movimentado os bastidores políticos regionais, partidos e órgãos de fiscalização passaram a questionar os critérios técnicos utilizados na coleta de dados.
As Suspeitas e a Atuação do TRE-AM
De acordo com os autos e representações que tramitam na Corte Eleitoral, o levantamento enfrenta contestações quanto à transparência do seu plano amostral, identificação dos entrevistadores e relatórios de campo. A legislação federal exige que todas as entidades que divulgam pesquisas eleitorais forneçam dados auditáveis completos quando acionadas. Recentemente, o juiz Diogo Franco, do próprio TRE-AM, reforçou esse entendimento em casos semelhantes na região, destacando que as empresas "não possuem a opção de se negar" a abrir as informações metodológicas, devido ao impacto direto que os levantamentos causam na opinião pública.
Próximos Passos
O Pleno do TRE-AM deve julgar o mérito da representação nos próximos dias. Caso os magistrados identifiquem que houve descumprimento de prazos para complementação de informações ou adulteração de dados, a multa será formalizada e a divulgação do levantamento ficará permanentemente proibida. A defesa dos institutos responsáveis pela pesquisa AM-03018/2026 argumenta que o trabalho obedeceu aos ritos técnicos tradicionais, mas a decisão final caberá ao colegiado de juízes do tribunal amazonense.