População de Manicoré aguarda julgamento de atentado contra ex-prefeito e moradores dizem que ainda falta descobrir quem mandou matar

População de Manicoré aguarda julgamento de atentado contra ex-prefeito e moradores dizem que ainda falta descobrir quem mandou matar

Dezessete anos após o atentado que deixou o ex-prefeito Manoel Galdino em uma cadeira de rodas, população espera que o júri possa esclarecer todas as responsabilidades pelo crime.

Dezessete anos após um dos episódios mais violentos da história política de Manicoré, a população do município acompanha com expectativa o julgamento do atentado contra o ex-prefeito Manoel de Oliveira Galdino, o "Nena", marcado para o Tribunal do Júri, em Manaus.

O caso permanece vivo na memória dos moradores. Embora dois homens tenham sido denunciados pelo crime, muitos manicoreenses afirmam que a investigação nunca respondeu à principal pergunta: quem teria sido o mandante do atentado?

Nos bastidores da política local, esse comentário é recorrente há anos. Moradores costumam dizer que os executores seriam apenas parte da história e que o verdadeiro responsável pelo planejamento do crime seria uma liderança política influente do município. Até hoje, porém, nenhuma pessoa foi condenada como mandante, e não há decisão judicial que atribua essa responsabilidade a qualquer autoridade ou agente político.

Na época do atentado, Manoel Galdino exercia o mandato de prefeito de Manicoré. O atual prefeito, Lúcio Flávio, era o vice-prefeito da administração municipal.

O processo que será levado ao Tribunal do Júri tem como réu Newto Cleudo Pinto Gomes, acusado de tentativa de homicídio qualificado. Ele responde ao processo em liberdade. Há ainda outro acusado relacionado ao caso.

O atentado teve enorme repercussão política no Amazonas. Manoel Galdino sobreviveu aos disparos, mas sofreu sequelas permanentes e passou a utilizar cadeira de rodas.

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