Mesmo arrecadando R$ 11 bilhões mais do que o previsto e pedindo R$ 17 bilhões em empréstimos, Governo Wilson e Cidade não paga médicos, professores e policiais

Mesmo arrecadando R$ 11 bilhões mais do que o previsto e pedindo R$ 17 bilhões em empréstimos, Governo Wilson e Cidade não paga médicos, professores e policiais

O Governo do Amazonas, sob o comando de Wilson Lima e Roberto Cidade, teve R$ 11,8 bilhões a mais do que o previsto em seus próprios orçamentos. Dados das leis orçamentárias e da execução financeira mostram que, entre 2019 e 2023, a arrecadação efetiva superou a estimativa inicial, especialmente pelo aumento da arrecadação de impostos. Mesmo assim, o governo pediu a contratação de uma série de empréstimos de mais de R$ 17 bilhões.

De acordo com os dados do Portal da Transparência, o superávit entre a receita estimada e a realizada foi de R$ 2,44 bilhões em 2019, R$ 313 milhões em 2020, R$ 2,13 bilhões em 2021, R$ 2,36 bilhões em 2022 e R$ 4,6 bilhões em 2023, totalizando R$ 11,84 bilhões acima do previsto no período.

A partir de 2023, além do crescimento da arrecadação, o Estado intensificou a contratação de empréstimos junto a bancos nacionais e organismos internacionais. Somadas, as autorizações concedidas pela Assembleia Legislativa ultrapassam R$ 17 bilhões.

Entre as principais operações de crédito estão financiamentos para programas de saneamento, habitação, infraestrutura, educação, modernização da gestão fiscal e reestruturação de dívidas. Apenas em dezembro de 2024 foram autorizados dois empréstimos de R$ 3 bilhões junto ao Banco do Brasil, além de um financiamento de 585 milhões de dólares com o Banco Internacional para reconstrução e Desenvolvimento (BIRD).

Ao todo, desde agosto de 2023, o Estado obteve autorização para contratar 11 operações de crédito, incluindo recursos junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Banco do Brasil e IBRD, destinados a programas como PROSAI Parintins, PROHABIS, PRODECAP, Pró-Sustentável, PADEAM e PROFISCO, entre outros.

Apesar do recorde na arrecadação e do montante descomunal de empréstimos, segmentos fundamentais da sociedade reclamam de abandono do governo. Médicos estão há mais de oito meses sem receber salário. Professores também criticam a falta de reajuste digno de salários. Para completar, até o auxílio fardamento da polícia está atrasado.

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