Justiça Eleitoral sob Alerta: Dados da Pesquisa AtlasIntel em Manaus Enfrentam Questionamentos de Partidos
MANAUS, AM – O cenário eleitoral na capital amazonense ganhou novos contornos de tensão jurídica após a divulgação de levantamentos nesta segunda-feira da AtlasIntel que colocam a empresária e pré-candidata Maria do Carmo Seffair (PL) em posições de liderança ou empate técnico na disputa majoritária. As informações, no entanto, têm sido recebidas com forte ceticismo por adversários, que acusam o instituto de apresentar dados desconectados da realidade local.
Questionamento Jurídico e Transparência
O Partido Liberal (PL), embora abrigue a pré-candidata mencionada, ironicamente tomou a dianteira em ações de fiscalização, protocolando pedidos na Justiça Eleitoral para acessar o sistema interno de controle e os dados brutos das pesquisas realizadas pela Nervera Serviços de Informática LTDA (AtlasIntel). O objetivo é verificar a integridade do processo de coleta, realizado via recrutamento digital, método que já foi alvo de suspensões anteriores pela Corte Eleitoral.Em decisões recentes, o juiz Rafael Rodrigo da Silva Raposo, da 62ª Zona Eleitoral de Manaus, chegou a barrar a divulgação de pesquisas do instituto devido a falhas metodológicas, como a exclusão de nomes de candidatos relevantes na consulta aos eleitores.
Desconhecimento e Reprovação
Desconhecimento: Uma pesquisa do instituto Quaest, realizada no mesmo período, revelou que Maria do Carmo ainda era desconhecida por 64% dos eleitores amazonenses, o que contrasta com a alta pontuação apresentada em outros levantamentos.
Contas Reprovadas: Recentemente, em março de 2026, a Justiça Eleitoral do Amazonas desaprovou as contas da campanha de 2024 da chapa de Capitão Alberto Neto e Maria do Carmo, determinando a devolução de R$ 768,7 mil por irregularidades.
O que diz a Justiça Eleitoral
Até o momento, a Justiça Eleitoral mantém o rito de análise de cada representação. Caso fiquem comprovadas irregularidades na amostragem ou na filtragem dos dados, o instituto pode sofrer:
Multas severas, que em casos similares já ultrapassaram R$ 53 milhões.
Suspensão definitiva da divulgação dos resultados.
Investigação por fraude, caso a manipulação de dados seja evidenciada.
A expectativa é que o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-AM) intensifique a fiscalização sobre os "algoritmos de calibração" usados por institutos que atuam exclusivamente no ambiente digital, visando garantir que a vontade real do eleitor não seja distorcida por métricas imprecisas.