Depois de tentativa de tirar R$ 100 milhões de microempresários, Roberto Cidade pagará R$ 16 milhões para escritório de advocacia
MANAUS – O cenário econômico para os pequenos empreendedores no Amazonas segue alarmante, marcado pela burocracia e pela escassez de incentivos reais. Na contramão das necessidades básicas de quem movimenta o comércio local, as prioridades da gestão do governador Roberto Cidade (União Brasil) geram fortes controvérsias ao envolver cifras milionárias do fundo voltado ao fomento empresarial e gastos expressivos com serviços jurídicos.
O bloqueio aos pequenos negócios
Para o micro e pequeno empresário amazonense, conseguir uma linha de crédito na Agência de Fomento do Estado do Amazonas (Afeam) tornou-se uma verdadeira corrida de obstáculos. Apesar de o órgão ser estruturado justamente para apoiar o empreendedorismo regional, a realidade nas pontas é de portas fechadas.
Comerciantes locais relatam severas dificuldades em obter empréstimos básicos para capital de giro e investimentos indispensáveis. A falta de sensibilidade com o setor asfixia pequenos negócios, sob a justificativa técnica de restrições orçamentárias e análises de risco excessivamente rígidas.
Contraste milionário: R$ 16 milhões para advocacia
O descompasso entre a austeridade imposta aos cidadãos e a liberalidade com os cofres públicos fica ainda mais evidente nos gastos contratuais da máquina pública. Em meio às tentativas de retirar recursos voltados ao desenvolvimento, o governo destinará o montante expressivo de R$ 16 milhões para o pagamento de um escritório de advocacia.
CONTRATADO: PEIXOTO NETO & ANDRADE ADVOGADOS:

