Atraso em repasses do governo do Amazonas deixa médicos de Manaus sem receber pagamentos de 2025

Atraso em repasses do governo do Amazonas deixa médicos de Manaus sem receber pagamentos de 2025

Médicos que atuam nos Serviços de Pronto Atendimento (SPAs) de Manaus aguardam o recebimento dos valores referentes a serviços prestados nos meses de outubro, novembro e dezembro de 2025. Os pagamentos permanecem pendentes em razão da falta de repasses financeiros da Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM) à Queiroz Serviços e Gestão em Saúde LTDA., empresa contratada para fornecer médicos generalistas às unidades estaduais.

O contrato firmado entre o governo do Amazonas e a prestadora de serviços médicos generalistas, em julho de 2025, tem vigência até julho de 2029 e valor previsto de R$ 90,4 milhões. Os custos são pagos pelo Fundo Estadual de Saúde (FES).

De acordo com relatos publicados pela imprensa de Manaus e manifestações nas redes sociais, médicos afirmam que os atrasos nos pagamentos são recorrentes. Alguns relatam estar há cerca de oito meses sem receber. A Queiroz Serviços e Gestão em Saúde, por sua vez, informou não haver, até o momento, pendências referentes a 2026.

Em meio às denúncias, que também atingem outros setores da saúde, o governo do Amazonas reconheceu a existência de débitos e afirmou ter destinado mais de R$ 100 milhões para regularizar o pagamento de honorários. Além disso, afirmou que abriu negociações com cooperativas médicas, mas não apresentou prazo para a regularização da situação.

"A valorização do trabalho médico e a continuidade da assistência à população passam pelo cumprimento dos compromissos assumidos pelo poder público. É inadmissível que profissionais da saúde permaneçam com pagamentos referentes ao ano passado em aberto ou convivam com constantes atrasos em sua remuneração", afirma Raul Canal, presidente da Anadem.

O especialista em direito médico também solicitou o apoio do Conselho Federal de Medicina (CFM) para acompanhar o caso e adotar as medidas institucionais cabíveis em defesa dos médicos afetados, reforçando a importância da atuação conjunta das entidades na proteção dos direitos dos profissionais e da continuidade da assistência à população.

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