Aliados de Roberto Cidade negam que estão sendo gravados como no QG do Crime em Parintins

Aliados de Roberto Cidade negam que estão sendo gravados como no QG do Crime em Parintins

Fontes próximas ao governador Roberto Cidade e membros do círculo íntimo que coordenam a campanha estão mais precavidos e asseguram que não estão sendo monitorados como aconteceu no famoso QG do Crime em Parintins, quando três secretários do governo Wilson Lima acabaram exonerados por tramarem contra a segurança da eleição na Ilha Tupinambarana. Um deles, inclusive, se mudou para o Canadá depois que o fato veio a tona. De acordo com fontes próximas ao governador, o cuidado agora está sendo redobrado e "não há risco de grampo".

Nesta semana, completa-se um ano que a Polícia Federal indiciou cinco agentes públicos por suspeitas relacionadas às eleições municipais de 2024 em Parintins, no interior do Amazonas. Foram citados Armando Silva do Valle, ex-diretor-presidente da Companhia de Saneamento do Amazonas (Cosama); Marcos Apolo Muniz de Araújo, ex-secretário de Cultura; Fabrício Rogério Cyrino Barbosa, ex-secretário de Administração; além do tenente-coronel Jackson Ribeiro dos Santos, então ligado à Rocam, e do capitão Guilherme Navarro Barbosa Martins.

Segundo a PF, o grupo teria utilizado estruturas do governo estadual e integrantes da Polícia Militar para favorecer a candidatura da hoje deputada estadual Brena Dianná, do União Brasil, à Prefeitura de Parintins. As suspeitas incluíam organização criminosa, corrupção eleitoral e tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito. A investigação também apontou possíveis ações para impedir o livre exercício do voto, monitorar adversários políticos e dificultar a atuação de policiais federais.

As conclusões da PF foram divulgadas após a análise de vídeos de reuniões realizadas em Parintins, nas quais agentes públicos e policiais teriam discutido estratégias de atuação durante a campanha eleitoral.

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