Agora sem foro privilegiado, Wilson Lima teme nova operação da Polícia Federal

Agora sem foro privilegiado, Wilson Lima teme nova operação da Polícia Federal

A possibilidade de uma nova operação da Polícia Federal em Manaus, com o ex-governador Wilson Lima entre os alvos, reacende uma sequência de investigações e escândalos que marcaram seus anos à frente do Governo do Amazonas.

Desde o início da pandemia de Covid-19, a gestão de Wilson Lima esteve no centro de apurações envolvendo suspeitas de corrupção, fraudes em contratos públicos e colapso do sistema de saúde estadual.

Um dos episódios mais emblemáticos foi a Operação Sangria, conduzida pela Polícia Federal, que investigou a atuação de uma suposta organização criminosa instalada no governo estadual para desviar recursos destinados ao combate à pandemia.

Durante as fases da operação, foram cumpridos mandados de busca e apreensão na residência oficial e no gabinete do então governador, além da prisão de integrantes da cúpula da saúde estadual.

As investigações apontaram indícios de fraude e superfaturamento na contratação de hospitais de campanha e na gestão de recursos emergenciais em meio ao colapso sanitário vivido pelo estado.

Caso dos respiradores e ação penal no STJ

Outro ponto central das investigações envolve a compra de respiradores durante a pandemia. Em 2021, o Superior Tribunal de Justiça aceitou denúncia da Procuradoria-Geral da República, tornando Wilson Lima réu por suspeita de participação em um esquema de desvio de recursos públicos.
Segundo a acusação, haveria indícios de que o então governador teria atuado como líder de uma organização criminosa envolvida em fraudes em licitações e peculato, especialmente na aquisição de ventiladores pulmonares com indícios de sobrepreço e irregularidades.

A investigação também apontou que os equipamentos teriam sido adquiridos de forma atípica, inclusive por meio de uma empresa sem tradição no setor médico, o que levantou suspeitas sobre direcionamento e favorecimento.

As denúncias ocorreram em paralelo ao colapso do sistema de saúde no Amazonas, um dos episódios mais dramáticos da pandemia no Brasil. Em 2020 e 2021, Manaus registrou falta de leitos, oxigênio e estrutura hospitalar, com cenas que ganharam repercussão internacional, incluindo valas comuns e hospitais sobrecarregados.

Aliados de David Almeida ouvidos pela reportagem acreditam que a operação fará justiça ao Amazonas após a Polícia Civil ter prendido a ex-chefa de gabinete de David, por causa de suposta ligação com o Comando Vermelho.

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