Sem ter maioria dos votos, grupo de Roberto Cidade agora diz que não têm pressa para realizar eleição tampão

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A crise política no Amazonas ganha novos contornos de incerteza diante da demora da Assembleia Legislativa do Amazonas em definir a data e as regras da eleição tampão que deve escolher o novo governador do Estado. Mesmo após a renúncia simultânea do chefe do Executivo e de seu vice, ocorrida na noite do último sábado, o presidente interino, deputado Adjuto Afonso, passou a adotar um discurso de cautela.

Nos bastidores, deputados afirmam que é preciso "cautela" e "segurança jurídica" antes de avançar com a eleição. A justificativa, porém, contrasta com a urgência esperada em um momento de instabilidade institucional. Especialistas apontam que a demora pode ampliar a insegurança política e administrativa, afetando decisões estratégicas e o próprio funcionamento da máquina pública. Especula-se que o Avante, de David Almeida, entre na Justiça para evitar que Cidade, com a caneta na mão, faça novos pagamentos de emendas de deputados e fornecedores.

Na prática, o Amazonas vive uma situação considerada atípica: embora haja um governador em exercício, a ausência de definição sobre o comando definitivo fragiliza a condução de políticas públicas e compromete a previsibilidade administrativa. A eleição tampão, portanto, não é apenas um rito formal, mas um passo essencial para restabelecer a normalidade institucional.

Enquanto isso, cresce a pressão de setores políticos e da sociedade civil para que a Assembleia Legislativa do Amazonas cumpra seu papel com celeridade. A avaliação predominante é de que a indefinição prolongada não apenas alimenta especulações e disputas internas, como também expõe o Estado a um cenário de instabilidade desnecessária.

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