Solução para confusão da nova política pode estar nos mais experientes: Serafim Corrêa, Belão e Francisco Garcia cotados na eleição tampão
Após a crise provocada pela renúncia de Wilson Lima e Tadeu de Souza na calada da noite de sábado, lideranças políticas e analistas ouvidos pela reportagem apontaram uma lista de nomes que podem servir de consenso para comandar o Amazonas até que o povo decida o próximo governador em outubro. Nos bastidores, três nomes ganham força como alternativas para assumir o comando do Amazonas em caráter temporário: Serafim Corrêa, Belarmino Lins — o “Belão” — e Francisco Garcia.
A avaliação predominante é de que o momento exige estabilidade, previsibilidade administrativa e capacidade de diálogo — atributos associados às trajetórias dos três políticos, que acumulam décadas de vida pública sem registros de escândalos que comprometam suas reputações.
Serafim Corrêa, ex-prefeito de Manaus e ex-deputado, é frequentemente lembrado por sua gestão pautada pelo equilíbrio fiscal e pela organização administrativa. Sua experiência no Executivo municipal é apontada como diferencial em um cenário que demanda respostas rápidas e responsabilidade na condução da máquina pública.
Já Belarmino Lins, com longa trajetória na Assembleia Legislativa, construiu uma imagem de articulador político habilidoso, com forte trânsito entre diferentes correntes partidárias — característica considerada essencial para garantir governabilidade em um momento de transição.
Por sua vez, Francisco Garcia reúne experiência no Legislativo federal e reconhecimento pela postura técnica e discreta, sendo visto como um nome capaz de conduzir o estado com serenidade até a realização de novas eleições.
A chamada “eleição tampão”, prevista para ocorrer de forma indireta ou excepcional conforme os desdobramentos jurídicos e constitucionais, teria como objetivo garantir a continuidade administrativa até outubro, quando a população deverá escolher, pelo voto direto, o novo governador.