SOB INVESTIGAÇÃO: Denúncia aponta que Prefeitura de Maués gastou mais de R$ 500 mil em rabetas compradas em mercadinho de vice-prefeito
Uma nova denúncia de suposto favorecimento político e irregularidade em gastos públicos agita os bastidores políticos do município de Maués, no interior do Amazonas. De acordo com informações preliminares, a administração municipal teria desembolsado mais de meio milhão de reais na aquisição de motores do tipo "rabeta" — amplamente utilizados para o transporte em pequenas embarcações na região amazônica. O agravante do caso é o destino final dos recursos: o estabelecimento comercial escolhido pertence à família do vice-prefeito da cidade.

O contrato, que ultrapassa a cifra de R$ 500 milhões, foi realizado para atender demandas de transporte de comunidades ribeirinhas. No entanto, a escolha de um "mercadinho" local de propriedade do próprio vice-gestor levantou suspeitas imediatas de conflito de interesses, violação do princípio da impessoalidade e potencial direcionamento de licitação.
Indícios de Irregularidades
Fontes locais apontam que o comércio em questão possui um registro de atividades (CNAE) voltado ao varejo de estivas e alimentos, o que, em tese, inviabilizaria o fornecimento de maquinário náutico em larga escala. Além disso, o valor unitário estimado para cada motor estaria acima da média praticada pelo mercado na capital, Manaus, sugerindo um possível superfaturamento. A prática de contratar empresas ligadas a membros da própria cúpula do Executivo viola a Lei de Licitações (Lei nº 14.133/2021) e a Lei de Improbidade Administrativa, que proíbem agentes públicos de sediarem contratos com o poder que representam para evitar o uso do cargo em benefício próprio.

