Qualquer movimentação política ou definição majoritária do partido obrigatoriamente passará pelo meu crivo, Roberto sabe disso.
O distanciamento político entre o ex-governador Wilson Lima e o atual chefe do Executivo estadual, Roberto Cidade, reflete uma sutil reconfiguração de forças nos bastidores do Amazonas. Apesar de integrarem o mesmo partido (União Brasil), os gestos públicos e a condução institucional apontam para uma clara demarcação de espaço entre as duas lideranças. A transição ocorreu após a renúncia de Wilson Lima em abril de 2026 para disputar o Senado Federal. Na sequência, Roberto Cidade assumiu o comando do Estado por meio de eleição indireta.
Estratégia de Imagem
Interlocutores apontam que Cidade tenta equilibrar a gratidão à base partidária com a necessidade de se desvincular de eventuais índices de rejeição deixados pela gestão anterior. Isso se tornou evidente em auditorias internas que visam revisar contratos de setores sensíveis, como a Saúde Pública.
Essa centralização de poder impacta diretamente o cenário eleitoral e interno da sigla. A liderança firma a autoridade do governador sobre todas as decisões estratégicas de bastidores. Controle Absoluto na Direção Regional Wilson Lima detém o comando institucional e político do partido. O desenho atual da sigla exige obediência à hierarquia estabelecida. Veto e chancela: Nenhuma aliança majoritária ou proporcional é fechada sem a assinatura final do presidente. Alinhamento partidário: O grupo político deve seguir estritamente o planejamento do Palácio da Compensa.
2017 tirou David Almeida da disputa pelo governo
Em 2017 foi marcado por uma das reviravoltas mais marcantes da história recente do Estado. O então governador interino e presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas (ALE-AM), David Almeida, foi forçado a anunciar que não concorreria às eleições suplementares daquele ano por falta de uma legenda partidária que sustentasse seu nome.