Prefeitura de Maués faz perseguição política a professores e promove demissão em massa
Vereadores do município denunciam que mais de 100 professores foram desligados por não serem alinhados com a prefeita Macely. Eles também acusam administração de não cumprir calendário escolar no município exigido pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação
Cerca de 100 professores dos quadros da Secretaria Municipal de Educação de Maués estão sendo demitidos sumariamente por motivação política. As denúncias partiram de um grupo de vereadores do município.
Nesta sexta-feira, 26, um deles, o vereador Rodrigo Bentes (MDB) recebeu uma comitiva de profissionais desligados pela Prefeitura de Maués que afirmam terem sido vítimas de perseguição.
“As argumentações são de que a folha de pagamentos está lotada, e de que o professor demitido ‘balançou bandeira para outro candidato.’ É assim, com perseguição política, que estão tratando os professores, que merecem todo o nosso respeito”, disse Bentes.
Segundo Rodrigo Bentes, ele e os vereadores Carla Leite (PSD), Simildon Rocha (UP), Franmartony Firmo (UP) e Paulo Rodrigo (Republicanos) estão reunindo provas para recorrer da decisão da Prefeitura de Maués de desligar os professores.
Ele explica que a prefeita Macely Veras abriu processo seletivo para contratação de cerca de 1.200 profissionais de educação para a cidade e zona rural. Todos foram chamados, no entanto, recentemente, a secretaria iniciou um processo de demissão em massa, que ao final, alcançará mais professores.
“Para alguns os professores que disseram que o Ministério Público do Amazonas obrigou a demissão e que teria, inclusive, enviado uma lista de nomes para demissão. Queremos que a Prefeitura mostre esse documento”, desafiou Rodrigo Bentes.
Uma professora desligada e ouvida pela reportagem, que preferiu não se identificar temendo represálias, disse que a justificativa dada a ela foi explícita. “Quando foi agora, me chamaram para me demitir porque ‘não vou marchar com a prefeita’, um absurdo”, revelou.
Irregularidade no calendário escolar de Maués - Outra grave irregularidade praticada pela Prefeitura de Maués, segundo os vereadores, é a falta de cumprimento do calendário escolar, que prevê um mínimo preconizado pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, que é de 200 dias de efetivo trabalho escolar.
Eles afirmam que, no ano passado, deveria ter algumas aulas aos sábados para reposição. Ocorre que alguns vereadores foram confirmar e contataram que nunca houve aulas aos sábados, tanto na cidade como na zona Rural. Mas que ainda assim, os professores eram obrigados a assinar a ficha de presença de aulas que nunca ocorreram.
Este ano o ano letivo iniciou em 29 de março e encerrará em 25 novembro o que, novamente, segundo eles, levará aos alunos e não terem um número mínimo de aulas necessárias ao aprendizado pela lei.