“Na primeira crise, sumiu”: silêncio de 36 h de Maria do Carmo sobre Flávio Bolsonaro irrita setores da direita
A recusa da empresária Maria do Carmo de fazer uma defesa enfática ao senador Flávio Bolsonaro começa a provocar incômodo entre setores da direita amazonense. Nos bastidores, aliados do bolsonarismo já questionam se a pré-candidata ao Governo do Amazonas mantém convicções ideológicas firmes ou se apenas se aproximou do grupo conservador por conveniência eleitoral.
Desde que vieram à tona os áudios envolvendo Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, Maria do Carmo adotou uma postura discreta e evitou manifestações públicas mais contundentes em defesa do senador e do ex-presidente Jair Bolsonaro. Na mais recente, se limitou a dizer que tudo bem ele fazer negócios com o banqueiro suspeito de corrupção em todo o Brasil, inclusive com a Amazonprev, que cuida da aposentadoria dos servidores públicos do Amazonas.
Quando Flávio apareceu bem nas pesquisas, Maria tentava colar sua imagem na dele. Agora, diante da primeira grande crise envolvendo um aliado nacional, o silêncio passou a ser interpretado por críticos como sinal de distanciamento estratégico.
"Na hora boa, aparece ao lado do bolsonarismo. Na primeira turbulência, desaparece", resumiu um interlocutor ligado à direita amazonense, sob condição de anonimato.