Justiça Federal estipula prazo para investigação contra David e Sabá
A PF destaca que esses pagamentos não se referem a transações normais de contratos firmados na licitação, mas sim a entregas ilícitas de dinheiro.
A Justiça Federal estipulou o início de março como prazo para que o Ministério Público Federal (MPF) se manifeste sobre a investigação da Polícia Federal que apura a emissão de cerca de R$ 2 milhões em notas fiscais frias na Secretaria Municipal de Limpeza Pública (Semulsp) de Manaus. Comandada há anos por Sebastião Reis, a pasta está no centro das apurações, e o novo despacho judicial coloca o MPF como protagonista da próxima fase do caso.
Pagamento de vantagens indevidas
Interceptações telefônicas autorizadas pela Justiça revelam conversas entre Sabá Reis e Carlos Edson de Oliveira Junior, sócio da Mamute. As gravações indicam que o empresário ofereceu valores em espécie ao secretário. Nas ligações, Sabá Reis é tratado como "chefe", sugerindo que ele teria recebido "vantagens indevidas" em troca de favorecimento nos contratos públicos.
A PF destaca que esses pagamentos não se referem a transações normais de contratos firmados na licitação, mas sim a entregas ilícitas de dinheiro. A conexão entre os envolvidos e o teor das conversas indicam uma possível tentativa de direcionamento de recursos para funcionários públicos.



Operações na Prefeitura
A Operação Entulho, deflagrada em 2023, teve como objetivo desmantelar um esquema de sonegação fiscal envolvendo empresas de coleta de lixo em Manaus. Foram realizadas prisões e apreensões de bens, enquanto a Receita Federal e o MPF seguem envolvidos no caso.
Já a Operação Dente de Marfim focou em contratos de serviços de limpeza pública e resultou na execução de mandados de busca e apreensão, além da condução de Sabá Reis à sede da PF para prestar depoimento.