Esposa, irmã e vice de David Almeida esclarecem que pediram passe livre da cadeia porque organização criminosa não justifica prisão preventiva
Ao pleitear o habeas corpus preventivo, a defesa evita discutir o conteúdo das investigações e concentra esforços em afastar o risco de prisão.
O vice-prefeito de Manaus, Renato Júnior (Avante), a esposa do prefeito David Almeida (Avante), Izabelle Fontenelle, a mãe dela, Lidiane Fontenelle, e a irmã do chefe do Executivo, Dulcinéia Almeida, desistiram do habeas corpus preventivo protocolado no Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), dois dias após a deflagração da Operação Erga Omnes, conduzida pela Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), que resultou na prisão da assessora pessoal do prefeito, Anabela Cardoso, investigada por suposto envolvimento com o Comando Vermelho (CV).

Ao pleitear o habeas corpus preventivo, a defesa evita discutir o conteúdo das investigações e concentra esforços em afastar o risco de prisão. Sustenta que a repercussão pública do caso e a indicação de que seriam "próximos alvos" criariam um cenário de ameaça concreta, além de apontar suposta ausência de fundamentação individualizada nas decisões já proferidas. A tese aposta na ideia de que medidas cautelares diversas da prisão seriam suficientes, classificando eventual preventiva como desproporcional.
O movimento ocorre em paralelo ao discurso adotado por David Almeida, que reagiu publicamente às investigações com críticas às autoridades responsáveis pelo caso. A sucessão de medidas judiciais e declarações políticas sinaliza uma estratégia coordenada de contenção de danos, na qual o embate deixa o campo estritamente jurídico e passa a integrar também a arena narrativa, em meio ao desgaste provocado pelas prisões e pelas conexões reveladas no curso da operação.