Desembargadores falam em crime de Wilson em improbidade administrativa

Vamos comunicar ao Ministério Público essa omissão do senhor governador, para que, querendo, apure o ilícito administrativo, que, ao nosso ver, constitui improbidade administrativa

Desembargadores falam em crime de Wilson em improbidade administrativa

Os desembargadores do TJAM (Tribunal de Justiça do Amazonas) apresentaram na manhã de terça-feira (25), diretamente aos deputados estaduais, a proposta de reajuste do duodécimo do Poder Judiciário de 8,31% para 9,49% sobre a receita tributária líquida do Estado.

O encaminhamento direto foi aprovado pelos próprios desembargadores na sessão do Tribunal Pleno desta terça-feira, após o governador Wilson Lima (União Brasil) não reenviar o projeto de resolução aprovado pelo colegiado e encaminhado a ele na semana passada.

"Agora nós vamos apresentar nossa proposta diretamente ao Poder Legislativo", afirmou o presidente do TJAM, Jomar Fernandes, durante a sessão.

Uma reunião ocorre nesta manhã com o presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas, Roberto Cidade (União Brasil).

Os magistrados também vão acionar o MPAM (Ministério Público do Amazonas) para apurar se o governador cometeu ato de improbidade administrativa ao não reencaminhar a proposta de aumento aprovada pelos desembargadores e enviada ao chefe do Executivo estadual na semana passada.

"Nós remetemos, na terça-feira (18), a nossa proposta de alteração para o Poder Executivo, a quem incumbe a iniciativa de remeter a nossa proposta para a Assembleia. Até hoje, antes do início desta sessão, o senhor governador não havia remetido a nossa proposta à Assembleia", disse Jomar Fernandes.

"Constitucionalmente, ele pode discordar do que apresentamos, mas não pode deixar de dar seguimento à nossa proposta, sob pena de incorrer em ilícito administrativo por improbidade. Então, por orientação da comissão que nós constituímos, a Comissão Permanente de Acompanhamento de Orçamento e de Finanças, vamos levar a nossa proposta diretamente à Assembleia e vamos comunicar ao Ministério Público essa omissão do senhor governador, para que, querendo, apure o ilícito administrativo, que, ao nosso ver, constitui improbidade administrativa", completou Fernandes.

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