Após denúncia de Omar, Roberto Cidade desiste de comprar R$ 180 milhões em uma oficina
O senador Omar Aziz (PSD) denunciou, na noite desta segunda-feira (24), duas atas de registro de preços do Governo do Amazonas que somam R$ 184,2 milhões para a eventual aquisição de kits dormitório e redes de dormir, em uma oficina e uma loja de bebidas. Após a denúncia, o governador Roberto Cidade recuou das compras. As atas nº 0280/2026-1 e nº 0280/2026-2 já haviam sido registradas e foram resultado de um pregão eletrônico conduzido pelo Centro de Serviços Compartilhados (CSC), que previam a aquisição de até 301.180 kits dormitório, compostos por colchão e travesseiro, além de aproximadamente 300 mil redes de dormir.
Uma das atas previa a aquisição de até 301.180 kits dormitório da marca Pelmex, ao preço unitário de R$ 534, totalizando até R$ 160,8 milhões. A empresa responsável pelo registro dos preços é a R M Comércio de Peças Automotivas Ltda., de CNPJ 10.466.439/0001-68.O senador questionou a capacidade da empresa de fornecer os produtos, uma vez que sua atividade empresarial está relacionada ao comércio de peças automotivas.
Omar também denunciou problemas na outra ata, que previa a compra de até 300.410 redes de dormir, ao custo unitário de R$ 78, com valor máximo de R$ 23,4 milhões. A empresa responsável é a Comércio de Alimentos e Bebidas Rio Madeira Ltda., de CNPJ 06.967.150/0001-55.
"Um governo que não paga os profissionais de saúde, que não paga os fornecedores, está comprando quase R$ 200 milhões de duas empresas que não fornecem isso", afirmou Omar.
Omar anunciou que vai encaminhar a denúncia ao Ministério Público do Amazonas, à Polícia Federal, ao Ministério Público Federal e ao Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM) para investigação. "Vou encaminhar isso através dos meus advogados ao Tribunal de Contas do Estado, ao Ministério Público Estadual, ao Ministério Público Federal, à Polícia Federal, para que investigue essas duas atas de preços", declarou Omar.
Após a denúncia, Roberto Cidade anunciou o cancelamento imediato das duas atas, mas evitou explicar o porquê das compras de colchões em lojas de autopeças e de redes de dormir em loja de bebidas. As duas atas haviam sido assinadas pela vice-presidente do Centro de Serviços Compartilhados (CSC), Andrea Lasmar.
