Além dos secretários candidatos, Clécio Freire e Shádia Fraxe serão convidados a colocar o cargo à disposição do novo prefeito Renato Júnior
A ideia é evitar o desgaste de serem demitidos pelo novo chefe do executivo municipal que planeja uma ampla reforma administrativa na prefeitura de Manaus
A iminente posse do vice-prefeito de Manaus, Renato Júnior, no comando do Executivo municipal, a partir de 1º de abril, deve desencadear uma ampla reforma administrativa na estrutura da prefeitura. A mudança ocorre após a prevista renúncia do prefeito David Almeida, abrindo espaço para uma reorganização política e técnica no secretariado.
Pelo menos cinco nomes do primeiro escalão já têm saída encaminhada até a próxima semana para disputar as eleições deste ano. Devem deixar os cargos o secretário-chefe da Casa Civil, Marcos Rotta; o secretário de Habitação e Assuntos Fundiários, Jesus Alves; o secretário de Educação, Júnior Mar; o secretário extraordinário Sassá da Construção; e o presidente do Conselho Municipal de Cultura (Concultura), Tony Medeiros. Entre eles, Marcos Rotta já anunciou pré-candidatura ao Senado. Júnior Mar e Sassá da Construção devem disputar vagas na Assembleia Legislativa, enquanto Jesus Alves mira uma cadeira na Câmara dos Deputados.
Além das saídas motivadas pelo calendário eleitoral, outras mudanças devem ocorrer por decisão direta do futuro prefeito. Nos bastidores, é dado como certo que o secretário de Finanças, Clécio Freire, e a secretária de Saúde, Shádia Fraxe, serão convidados a colocar os cargos à disposição. A tendência é que ambos sejam substituídos por nomes técnicos ligados à confiança de Renato Júnior.
Aliados preocupados no segundo e terceiro escalões
Um parlamentar da base, ouvido sob condição de anonimato, resumiu o clima de incerteza: “Meu compromisso é com o David, mas ainda não firmei compromisso com o Renato. Nunca fui próximo dele. Tenho desconfiança se os meus cargos, que são pelo menos vinte no segundo e terceiro escalão, se manterão nas diversas secretarias”, afirmou.
A apreensão não é isolada. Outros vereadores também demonstram dúvidas quanto à permanência de suas indicações em cargos comissionados. Analistas avaliam que a reforma administrativa deve ir além de uma simples troca de nomes, representando uma tentativa de Renato Júnior de imprimir identidade própria à gestão.
Apesar do movimento, é consenso que Renato jamais trairia a confiança de David Almeida, que ficará sem cargo para disputar a eleição de governador.