A pouco mais de um mês de David Almeida abandonar a prefeitura, cofre esvazia e chega a três semanas sem novos contratos
A Prefeitura de Manaus enfrenta um momento de paralisação administrativa causado pela falta de recursos financeiros. A escassez de dinheiro tem impactado diretamente o funcionamento de diversos setores essenciais, comprometendo a execução de projetos, a manutenção de serviços públicos e o atendimento à população. Obras são interrompidas, programas sociais sofrem atrasos e servidores sentem os efeitos da instabilidade orçamentária.
Essa situação evidencia problemas de gestão financeira, queda na arrecadação e dependência de repasses externos, que muitas vezes não chegam no tempo esperado. Quando o caixa público fica comprometido, a cidade como um todo é afetada, especialmente as camadas mais vulneráveis da população, que dependem dos serviços oferecidos pelo poder municipal.
A paralisação da prefeitura não é apenas um problema administrativo, mas também social. Ela gera insatisfação, aumenta a desconfiança da população e dificulta o desenvolvimento urbano. Diante desse cenário, torna-se fundamental a adoção de medidas responsáveis, como o planejamento orçamentário eficiente, a busca por novas fontes de receita e a transparência na aplicação dos recursos públicos, para que Manaus possa retomar seu funcionamento pleno e atender às necessidades de seus cidadãos.
Durango Duarte já vinha alertando, desde 2024, sobre as dificuldades financeiras enfrentadas pela Prefeitura, chamando atenção para um cenário que se agravava silenciosamente. Segundo ele, os problemas não se restringiam apenas à administração municipal, mas atingiam diretamente os fornecedores que prestam serviços ao poder público. Empresas contratadas relatavam atrasos em pagamentos, redução de contratos e insegurança quanto à continuidade das parcerias, o que comprometia a execução de serviços essenciais.
O alerta de Durango Duarte destacava que a crise financeira não surgiu de forma repentina, mas foi resultado de um processo contínuo de enfraquecimento das finanças públicas. A falta de recursos afetava o planejamento, travava investimentos e colocava em risco a sustentabilidade de setores importantes da administração. Para os fornecedores, a situação era ainda mais delicada, pois muitos dependiam desses contratos para manter empregos e honrar seus próprios compromissos financeiros.